NICKO restaurante ficava em uma rua lateral tranquila de Chicago, um daqueles lugares que preferem elegância discreta a qualquer tentativa de impressionar pela fachada. A porta de madeira escura se abria para um salão iluminado por lâmpadas baixas, com mesas bem espaçadas e um murmúrio constante de conversas que formava um fundo sonoro agradável, quase protetor. Permaneci alguns segundos diante da entrada antes de entrar, observando o movimento da rua, os faróis dos carros passando devagar e o ar frio da noite que carregava o cheiro distante do lago. Harrison tinha organizado tudo com a eficiência habitual, reservando uma mesa no fundo do salão, afastada o suficiente para garantir privacidade. O maître confirmou meu nome, conduziu o caminho entre as mesas e parou diante da cadeira onde ela já estava sentada.Minha mãe levantou os olhos quando me aproximei. O tempo havia alterado algumas linhas do rosto, suavizado outras, mas a expressão ainda carregava algo familiar, um traço de sere
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