Subi as escadas sentindo o olhar dele em mim.Cada passo parecia mais pesado… não pelo cansaço, mas pela tensão que ainda estava ali, viva, pulsando entre nós.Eu não fugi.E ele sabia.Assim que entrei no quarto, parei no meio do caminho. Não sentei, não me joguei na cama, não fiz nada.Esperei.Segundos depois, ouvi os passos dele atrás de mim.Firmes.Seguros.Sempre daquele jeito.A porta se fechou.O som ecoou no quarto e, por algum motivo, meu coração acelerou mais.Quando me virei, ele já estava ali.Encostado na porta.Me observando.Sem pressa.Sem falar nada.Só olhando.— Você gosta de me deixar assim, né? — eu disse, cruzando os braços.Ele inclinou a cabeça de leve.— Assim como?— Sem saber o que você vai fazer.Um canto do lábio dele subiu.— Eu também não sei o que você vai fazer.Eu dei um pequeno sorriso.— Então estamos quites.Ele se afastou da porta devagar, caminhando na minha direção.— Não estamos, não.Meu corpo reagiu automaticamente à proximidade dele.Mas e
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