O caminho de volta para a mansão foi silencioso e sufocante. A imagem de Bruno Gosmound no parque, com sua elegância letal e promessas de liberdade, ainda dançava na minha mente, mas o que realmente fazia meu sangue ferver era a lembrança de Giulia entrando no escritório de Lorenzo. O ódio que eu sentia por ele estava se tornando algo físico, uma pontada constante no peito que me deixava arisca, pronta para morder a primeira mão que tentasse me tocar.Quando o carro blindado parou no pátio, desci sem esperar que os seguranças abrissem a porta. Mia segurava minha mão com força, sentindo a tensão que emanava de mim. Ao cruzarmos o hall, procurei pelo rastro da loira, mas o perfume doce de Giulia havia sumido, substituído por um cheiro antisséptico e metálico que não pertencia àquele lugar.No centro da sala, Lorenzo estava de pé, com as mãos nos bolsos do terno, conversando com um homem que eu nunca tinha visto. Mia parou ao meu lado, confusa.— Suba, Mia. Agora — Lorenzo ordenou, sem se
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