222. O RESGATE
O Fabrizio ergueu-se, imponente e terrível na fúria contida. O olhar percorreu os sobreviventes, e a voz, quando falou, foi baixa e perigosa:—Vocês dois —disse, a apontar para dois jovens que tremiam ajoelhados aos pés—. Levem uma mensagem a quem os enviou: os Garibaldi não somos presa de ninguém, somos predadores! E da próxima vez que os veja, não serei tão misericordioso. —Depois, a dirigir-se aos homens, ordenou—: Aos demais, levem-nos à fundição. Digam ao Favio que avive o fogo.Enquanto os últimos atacantes caíam, derrotados e aterrorizados, o Fabrizio virou-se para mim. Por um instante, vislumbrei nos olhos o jovem de dezoito anos que jurara proteger-nos a todo o custo. Depois, esse olhar endureceu de novo, a lembrar-me que o mundo em que vivíamos não perdoava a fraqueza.—Ficaste louco, Alonso? —repreendeu-me&
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