219. CONTINUAÇÃO
CELIA:O Alonso parou de repente, os olhos encontraram os meus, cheios de uma mistura de frustração e compreensão. Podia vê-lo a lutar consciente de que eu tinha razão, mas também de que a situação era desesperada.—Celia, percebo os teus medos —disse, a voz suave, a tentar acalmar a tempestade que se tinha desencadeado entre nós—. Mas tens de perceber que se não fizermos algo, eles virão por nós, por ti, pelo nosso filho. O Colombo assegura que te manteremos muito segura, será apenas uma armadilha para os inimigos.As palavras ressoaram no quarto, um eco sombrio da realidade que enfrentávamos. Mas não podia aceitar o plano, não podia aceitar ser a isca.—Não, não quero e não vou mudar de ideias, encontrem outra forma, Alonso —respondi, decidida—. Mas não serei a isca, não porei em perigo o nosso filho.Um acesso de tosse assaltou-me de repente, fazendo com que o Alonso se apressasse a colocar-me a máscara de oxigénio. Uma vez que o ataque cessou, envolveu-me num abraço forte e protec
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