118. CONTINUAÇÃO
Concetta, ao me ouvir, torceu o rosto e ficamos nos encarando, como se estivéssemos nos estudando. Alonso interviniu rapidamente para dissipar a tensão. —Concetta, o que você está fazendo aqui? Entendi que você estava ferida —disse friamente, visivelmente incomodado com a presença dela. —É verdade, mas ao saber que você estava aqui a negócios, quis vir te cumprimentar, querido —respondeu Concetta sem desviar o olhar de mim—. Por que você não me avisou que estava aqui em Catania há meses? —Não é da sua conta —disse Alonso secamente, colocando-se de pé diante do meu olhar interrogativo—. Mas agora, se me desculpa, Diletta e eu temos assuntos pendentes para discutir. Concetta se levantou, lançando um último olhar de fúria em minha direção, antes de sair da sala. Uma vez sozinha com Alonso novamente, permiti-me respirar fundo. A presença de Concetta havia sido inesperada e desconcertante, eu precisava falar com Alonso. Mas antes que eu pudesse dizer algo, fui arrastada por el
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