Meu estômago revirou.“Qual quarto?” o soldado perguntou, cauteloso, sem olhar diretamente para Romeo.Eu não disse nada, mas parei de tirar os grampos.“O quarto dela. Preciso do cantinho do pensamento livre para outra pessoa.”“Mas, beta…” o soldado começou, hesitando, e o jeito como ele travou no meio da frase já dizia que tinha se arrependido.“O quê, Lavigne?”“Nada…”Romeo então começou a se aproximar de mim com calma, como se não houvesse pressa alguma, como se aquele corredor inteiro fosse dele, e parou na minha frente perto o suficiente para que eu sentisse o peso da presença antes mesmo de levantar o olhar, ainda com um dos grampos preso entre os dedos.“Eu sei o que você está pensando,” disse, em tom tranquilo demais. “Que eu sou bonzinho.” Ele inclinou levemente a cabeça, me observando com atenção, esperando alguma reação que eu não dei. “Mas eu só preciso de você mais perto do salão principal.”Meu estômago apertou na mesma hora, e o desconforto do vestido pareceu piorar
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