O ar ainda não tinha voltado por completo quando ele terminou de falar, e isso só tornava tudo mais intenso, mais presente, como se cada detalhe estivesse ampliado dentro daquele espaço pequeno demais, mesmo com as portas abertas. A proximidade não era mais só física — era pressão, era calor, era o corpo dele contra o meu, impedindo qualquer recuo real. Minha garganta ainda ardia, a respiração vinha curta, irregular, e mesmo assim eu mantive o olhar preso no dele, desafiando, embora meus dedos já tivessem se fechado levemente contra o próprio corpo, traindo a tensão que eu tentava esconder.“Permissão?”, repeti, mais baixo agora, a voz falhando por um segundo antes de se estabilizar, enquanto inclinava levemente o rosto, os olhos estreitando com uma provocação que eu sabia exatamente o que causaria. “Você realmente acha que pode decidir isso por mim?”A reação veio antes mesmo da resposta. O maxilar dele se contraiu, duro, visível, e o olhar desceu por um instante até a minha boca,
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