O ar gelado bateu direto na pele, mas o corpo respondeu mais leve sem o peso do pano molhado.E eu voltei a correr.Alcancei a cerca quase sem perceber. A madeira velha cortava o pomar em linha irregular, com alguns trechos mais baixos, outros reforçados com arame. Apoiei as mãos no topo, sentindo a superfície áspera e molhada sob os dedos, e puxei o corpo para cima, a perna passando primeiro, depois a outra, descendo do outro lado com um impacto no chão encharcado.Foi aí que olhei para trás.Três homens já tinham saído das árvores.Espalhados o suficiente para não se chocarem, mas alinhados na direção em que eu corria. A chuva caía sobre eles sem aliviar o ritmo. Os dois das pontas vinham um pouco atrás, abrindo espaço, cercando.No meio, Ravok.Ele não corria descontrolado. O passo era firme e constante, mais rápido do que parecia possível manter por tanto tempo. A camisa branca grudava no corpo por causa da chuva, marcando cada movimento, a calça de linho escura pesando, mas não o
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