Catarina e Leon-68LEONA noite sempre teve um jeito estranho de aumentar o tamanho dos pensamentos.Durante o dia, a fazenda me obrigava a continuar em movimento. Havia cercas para consertar, reuniões para resolver, funcionários para orientar, animais para acompanhar. O trabalho ocupava as mãos e, por algumas horas, também ocupava a cabeça. Mas, quando o sol desaparecia atrás dos morros e o casarão mergulhava no silêncio, não havia mais para onde fugir.Terminei de jantar sozinho. Nani ainda apareceu algumas vezes para perguntar se eu precisava de alguma coisa. Respondi que não e ela foi embora.Olhei para a cadeira ao meu lado. Durante anos, aquele lugar fora de Catarina. E agora, mesmo depois de tantas semanas separados, meu olhar ainda procurava por ela antes que eu percebesse a realidade.Terminei o café. Empurrei a cadeira para trás. Atravessei a sala devagar e subi as escadas. Passei pelo corredor onde Catarina costumava caminhar descalça nas noites quentes de verão. Lembrei-me
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