LucyO toque da mão do Demétrio no meu rosto era quente, e por um segundo, eu quase me deixei levar. O cheiro dele, aquela mistura de perfume caro com o cansaço do dia, sempre teve o poder de me desarmar. Mas aí, como um flash, as imagens da semana passada voltaram: ele me ignorando, me chamando de erro, voltando para a ex e me tratando como se eu fosse um nada na frente dos convidados.A dor da humilhação foi mais forte que o desejo.— Não — sussurrei, segurando o pulso dele e afastando sua mão do meu rosto. — Não faz isso, Demétrio.Eu dei um passo para trás, batendo com o quadril em uma mesa cheia de materiais de pintura. Meu coração batia tão forte que eu tinha certeza de que ele conseguia ouvir. Eu precisava ser forte. Não podia ser a garota que perdoa tudo só porque ele resolveu ser gentil por dois minutos em uma sala de artes.— Lucy... Francine... — ele começou, parecendo confuso com a minha rejeição.— Me chama de Francine. É para isso que você me paga, lembra? — usei as próp
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