O silêncio da mansão D’Avila era cortado apenas pelo som abafado dos passos de Erick no corredor. Ao escancarar a porta do quarto do irmão, ele trazia nos olhos uma tempestade de culpa e irritação. Luan, esparramado na cama com um notebook no colo, ergueu o olhar com um sorriso de deboche que fez o sangue de Erick ferver.— E aí, irmãozinho? Como foi o dia com os órfãos? — Luan riu, fechando o computador. — Foi tão ruim assim que você voltou com essa cara de quem chupou limão?— Cala a boca, Luan! — Erick disparou, jogando as chaves do carro sobre a cômoda. — Você não tem noção do que fez. A Victória é uma pessoa incrível, ela é humilde, batalhadora, autêntica... Essa garota ficaria destruída se soubesse que o homem que ela diz admirar, na verdade, é um projeto de playboy que estava num motel com outra.Luan sentou-se, perdendo um pouco do sorriso. — Calma lá, filósofo, eu só pedi um galho quebrado e, para sua informação, eu a achei linda, gostei dela de verdade e o fato de ela ser d
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