“Não é o desejo que me assusta. É a possibilidade de perder o que ele construiu.”Eu nunca tive medo de perder um negócio, nunca temi negociações hostis, concorrentes agressivos ou investimentos que oscilam ao sabor do mercado, porque números são previsíveis dentro do caos e contratos podem ser renegociados, mas estou começando a compreender, com uma lucidez que me incomoda mais do que deveria, que perder uma mulher, especialmente uma mulher que representa equilíbrio, é um tipo de risco para o qual não existe estratégia completamente segura.O simples fato de eu formular esses pensamentos com essa clareza já é, por si só, motivo suficiente para inquietação profunda, porque há muito tempo eu não pensava em permanência como algo desejável, não imaginava futuro ao lado de alguém como possibilidade concreta e muito menos permitia que o desejo carregasse consigo a ideia de estabilidade, continuidade ou construção emocional que ultrapassasse o momento.Durante anos, eu associei estabilidade
Leer más