Clara Bennett:O carro parou em frente ao meu prédio, e assim que desci, respirei fundo, aliviada por finalmente estar longe daquela cena desconfortável. Ver Thomas com aquela mulher, tinha me deixado mais incomodada do que eu gostaria de admitir, e estar diante disso ao lado de Mason, só aumentara minha vontade de desaparecer dali.Quando estiquei a mão para abrir o portão do edifício, senti os dedos fortes de Thomas segurando meu braço, impedindo-me de entrar.— Clara, espera. — A voz dele soou firme, quase um comando.— Me solta, Thomas. — Respirei fundo, irritada, e virei-me para encará-lo.Ele demorou alguns segundos, mas acabou afrouxando a mão. Assim que fiquei livre, empurrei o portão e entrei apressada, sem dar espaço para que ele voltasse a me prender. Caminhei em direção ao elevador antigo do prédio, os saltos batendo contra o piso de mármore gasto, tentando ignorar o som dos passos dele logo atrás.— Júlia não significa nada. — Ele disse, com a voz baixa, mas urgente, como
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