A noite não trouxe descanso. Trouxe clareza.Isabela não dormiu muito, mas não estava cansada. Estava focada. O tipo de foco que vem quando não há mais dúvida sobre o caminho.Ela já tinha decidido. Agora era execução.Henrique ainda dormia quando ela levantou. Ficou alguns segundos olhando para ele, em silêncio. Aquilo ainda importava. Muito. E era exatamente por isso que ela não podia parar.Ela se virou, caminhou até a mesa e abriu o notebook. O arquivo já estava pronto, mas ainda não estava completo.Quando Henrique apareceu na sala, alguns minutos depois, ela já estava trabalhando.— Você não parou — disse ele, a voz baixa.Isabela não levantou o olhar.— Não posso.Ele se aproximou, apoiando as mãos na mesa, olhando a tela.— Isso é novo.Ela assentiu.— Eu estava esperando a confirmação.— De quê?Isabela virou o notebook para ele.— De quem sustenta ele de verdade.Henrique leu, e o silêncio veio imediato, mais pesado do que antes.— Isso é… maior do que o Victor.Isabela sust
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