A volta para casa foi silenciosa, mas um silêncio carregado de serenidade. Lily, exausta de tanto pular no castelo inflável, dormia profundamente no banco de trás, abraçada a um unicórnio de pelúcia que ganhara na festa. Hunter mantinha os olhos na estrada, mas um sorriso discreto brincava em seus lábios, enquanto Elena observava as luzes da cidade passando pela janela, sentindo-se, pela primeira vez em meses, em paz. Ao chegarem na mansão, Hunter pegou Lily no colo com cuidado e a levou para o quarto. Elena subiu logo atrás, trocando de roupa para algo mais confortável, mas antes que pudesse se deitar, Hunter apareceu na porta do seu quarto. — Elena? Antes de dormir... você poderia me acompanhar até a biblioteca? — ele perguntou. Havia um brilho diferente em seus olhos, uma mistura de ansiedade e determinação. — Agora, Hunter? Estou quase caindo de sono — ela brincou, mas a curiosidade falou mais alto. — Tudo bem, vamos lá.
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Capítulo 119: O Espaço do "Nós"
Quando Elena retornou do almoço com Alistair, sentia o coração leve, mas nada a preparou para a mudança que encontraria no andar de cima. Ao entrar no quarto de Hunter — que agora ela começava a entender como o quarto deles —, ela parou subitamente na porta do closet. Onde antes havia fileiras de vestidos e sapatos que pertenciam a uma vida interrompida há onze meses, agora havia um vazio acolhedor. As prateleiras estavam limpas, e o perfume pesado de gardênias que antes pairava ali havia sido substituído por uma brisa fresca vinda da janela aberta. Hunter estava de pé perto da varanda e, ao ver a expressão de choque dela, caminhou em sua direção. — Onde... onde estão as coisas dela, Hunter? — ela perguntou, a voz em um sussurro. — Foram para doação, Elena. E as fotos da família foram para o quarto da Lily, onde devem estar — ele disse, segurando as mãos dela. — Eu quero que você traga suas coisas para cá. Quero que este cl
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Capítulo 120: Cores, Nomes e Laços
Os dias seguintes foram preenchidos por uma energia vibrante que transformou a rotina da mansão Blackwood. O que antes era um corredor silencioso, agora ecoava com risadas e o som de caixas sendo abertas. Hunter fez questão de estar presente em cada detalhe, trocando as reuniões de diretoria por catálogos de móveis infantis e amostras de papel de parede. A organização do quarto do bebê tornou-se um projeto de família. No centro do cômodo que estava sendo transformado, Lily estava sentada no chão, rodeada por bichos de pelúcia, enquanto Hunter e Elena decidiam o lugar do berço. — Eu acho que aqui, perto da janela, ele vai receber a luz da manhã — sugeriu Elena, medindo o espaço com o olhar. — Concordo — Hunter disse, aproximando-se e abraçando-a por trás, as mãos repousando sobre o ventre dela. — E o papel de parede com constelações que a Lily escolheu vai ficar perfeito naquela parede lateral. Lily levantou a cabeça, os olh
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