RUBI MONTENEGRO Desci do carro em frente ao edifício da Bane Fashion e tive que segurar o queixo para ele não cair. Se a empresa do meu marido parecia uma fortaleza cinzenta e sem alma, o prédio de Domênico era um carnaval. A fachada era de vidro colorido, e no saguão, enormes telas de LED exibiam modelos de todos os tamanhos, cores e idades. Mulheres gordas, magras, altas, baixas. Todas sorrindo. Todas lindas.Sorri, ajeitei meus óculos e entrei. — Sra. Beckett! — A recepcionista praticamente pulou da cadeira quando me viu. — O Sr. Bane está esperando na cobertura. O elevador privativo está liberado. Subi sentindo um frio na barriga. Quando as portas se abriram, dei de cara com um escritório que parecia mais um estúdio de arte. Tecidos jogados, manequins, esboços nas paredes. Domênico estava no centro de tudo, conversando com uma equipe. Assim que me viu, ele abriu um sorriso que poderia iluminar um estádio. — A nossa musa chegou! — Ele caminhou até mim, pegou minha mão e a beij
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