O silêncio que se instalou no bangalô não era vazio. Era pesado, denso, carregado de uma violência que parecia sugar todo o ar. Alexandre entrou no quarto, fechando a porta suavemente atrás de si. O clique da fechadura soou como o selar de um túmulo.Ele caminhou lentamente, na direção de Sophie. Seus olhos cinzentos, no entanto, nunca deixaram o rosto do sobrinho. Ao chegar perto dela, ele ergueu a mão e, com uma delicadeza surpreendente, tocou o rosto dela. Sua voz, quando falou, era um sussurro baixo e calmo, destinado apenas a ela, mas alto o suficiente para que Caleb ouvisse.— Você está bem?Sophie conseguiu apenas assentir, completamente desarmada pela situação. Aquele gesto, aquele cuidado demonstrado na frente do outro, foi a mais clara demonstração de poder.Só então Alexandre se virou para Caleb, e a máscara de calma se desfez, revelando um sorriso aterrorizante.— Sobrinho. Que surpresa. Veio tentar roubar a minha noiva?— Eu vim impedir que você a destruísse — retru
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