ABBY Entrei no carro sem olhar pra trás. A sensação de calor no peito não me deixou pensar direito, só queria ir. — Me leva pra qualquer lugar. pedi, baixo, quase com medo de estragar o momento. Ele me olhou, um lampejo de alegria e alívio passando pelo rosto. Deu partida, e o motor foi apenas o som de fundo pra nossa respiração se encontrando de novo. O vento bateu nas janelas enquanto ele dirigia sem pressa. Os prédios passaram, as luzes da cidade formavam trilhas de ouro pelas janelas. A tensão que eu vinha guardando dias inteiros começou a se dissolver no corpo dele: no toque firme da mão que, de leve, buscou a minha, nos dedos que entrelaçaram os meus e não soltaram mais. Quando finalmente paramos, não houve planos. Ele puxou meu rosto, os lábios colidiram com vontade, um beijo profundo que dizia perdão, desejo, saudade e promessa. Nem sei que lugar era aquele apartando, nunca vi... Mas pouco me importava. Estava tendo tudo que eu queria. Era tudo meu! Entramos
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