Nos afastamos quando o ar faltou e, com mãos ainda levemente trêmulas, finalmente deslizei o anel no dedo de Ema.O brilho da aliança refletiu nos olhos dela.Ela olhou para a própria mão como se aquilo não pudesse ser real.Eu não acredito que isso esteja acontecendo… Eu não mereço tanto. Não mereço você, as crianças…A voz dela quebrou. Ela levou a mão ao rosto, visivelmente abalada. Não era insegurança superficial. Era medo antigo. Era a menina que um dia acreditou que nunca seria suficiente.Você acredita que eu não quero seu dinheiro, não é? Se você quiser, podemos fazer um contrato nupcial ou qualquer coisa. Eu amo você, ouviu? Eu amo você.Ela segurou a lapela do meu sobretudo com urgência, como se precisasse que eu entendesse aquilo na mesma intensidade que ela sentia.Eu entendia.Depois de tudo o que enfrentamos, era natural que ela quisesse deixar claro que estava ali por escolha, não por conveniência.Eu toquei o rosto dela com delicadeza.Você não precisa do meu dinheiro,
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