Os dados do relatório eram suspeitos, e eu sabia que tinha algo errado ali. No mínimo, insumos superfaturados e desvio de verba. Mas, pela reação do Jonas, eu estava esperando coisa até pior. Meu telefone ficava vibrando com mensagens do idiota do Márcio. Um monte de piadinhas sem graça sobre como eu e a Isabela estávamos aproveitando nossa lua de mel. Percebendo que eu estava ignorando, ele chegou a me mandar um e-mail com instruções para um primeiro encontro ideal. Na lista de lugares pra levá-la, por coincidência, tinha o restaurante japonês onde fomos almoçar. Márcio escreveu: “Não é um muquifo a ponto de ofendê-la, mas também não chega a ser um lugar chique demais. Porque, vamos combinar, não queremos traumatizar ninguém.” Idiota. Eu estava cercado por idiotas inúteis. Me senti mal por ter escolhido o mesmo lugar pra levar Isabela. Pensei se a razão era a mesma que a dele. Mas eu tinha levado ela lá pra que ela se sentisse bem… não era? Ou era pra que eu não tivesse que pass
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