Eu não sabia ao certo se batia na porta ou mandava mensagem, mas, antes que pudesse decidir, a porta se abriu e Vinícius apareceu. Ele me olhou de cima a baixo, puxou meu braço com firmeza e me conduziu pra dentro do quarto. Senti o cheiro forte de whisky, ele tinha bebido e muito. A expressão dele me deixou confusa. Ele parecia furioso, de certa forma, mas os olhos estavam cheios de ternura. Já estava me preparando para discutir feio com ele, caso fosse ousar ficar bravo comigo, mas ele me abraçou, uma mão na minha nuca, outra na cintura, apertando forte.— Onde você tava? Você tá bem? — ele perguntou, me encarando com um desespero que eu nunca tinha visto. — Não sabe o susto que me deu! E se algo acontecesse com você?Eu tentei falar, mas ele já estava colando a boca na minha, me beijando com uma urgência tão brutal que eu perdi o ar. Quando interrompeu o beijo, encostou a testa na minha, ainda de olhos fechados.— O que eu iria fazer sem você? — a simples ideia de me perder parec
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