Valentina A segunda-feira amanheceu com uma luz diferente, ou talvez fosse apenas o meu olhar que tivesse mudado. O sol entrava pelas frestas da cortina do nosso quarto, desenhando linhas de ouro sobre o corpo de Leonardo. Ele já estava acordado, observando-me com uma intensidade que eu sabia o que significava. Era o dia. A primeira segunda-feira do resto das nossas vidas. Antes mesmo de o despertador pensar em tocar, fomos consumidos um pelo outro. Leonardo me possuiu com uma urgência selvagem, quase desesperada, como se quisesse marcar cada centímetro da minha pele com o seu selo, garantindo que eu não esqueceria a quem pertencia antes de partir. Foi um amor louco, barulhento, que transbordou da cama para o chuveiro. Sob a água quente, entre o vap
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