Leonardo O ar dentro do escritório de Francesco era denso, impregnado com o cheiro de tabaco antigo e a poeira de decisões tomadas por gerações de homens que, antes de mim, colocaram a família acima de tudo. Mas nenhum deles, eu ousava apostar, jamais havia sentado naquela mesa para assinar a sentença de morte do próprio ego. Eu estava de pé, observando a porta. Luigi entrou pontualmente às onze da manhã. Ele trazia uma expressão cautelosa, os ombros tensos, os olhos varrendo o ambiente como se esperasse uma emboscada. Ele ainda morava aqui, nesta propriedade, sob a sombra do nosso pai, e essa proximidade agora parecia uma faca de dois gumes. — Senta, Luigi — eu
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