RODRIGO NARRANDO:Alguns meses se passaram desde nossa pequena lua de mel e quando voltamos de viagem, decidimos continuar morando na mansão dos meus pais. Eles se recusaram a deixar que Gisele, Rodriguinho e eu saíssemos dali. De certo modo, eu até agradeci. Com Gisele iniciando a faculdade de contabilidade, o apoio deles, especialmente com o Rodriguinho, foi uma ajuda e tanto. Meus horários de trabalho eram mais flexíveis, e eu me esforçava para estar em casa cedo. Adorava aqueles momentos em que podia ler histórias para meu filho antes de dormir, vendo seus olhos brilharem de curiosidade e solidão. Cada noite ao lado dele, eu sentia que ele estava crescendo depressivo demais.Foi num desses dias, numa tarde comum, que tudo mudou. Estávamos brincando na sala quando Rodriguinho que estava ficando mais vezes em pé, se levantou, cambaleante, apoiado em mim. — Vai, campeão! Vem com o papai! — chamei, estendendo as mãos para ele. Para minha surpresa, ele deu um passo. Eu fiquei imóvel,
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