GISELE NARRANDO:Três dias depois que voltamos, Rodriguinho dormia conosco na cama, e, de vez em quando, tinha alguns pesadelos. Eu acordava a cada movimento, rezando baixinho e falando palavras doces para acalmá-lo, sentindo que era meu dever estar ao lado dele em cada instante.Madah, Duda e Raphael também não saíram de perto. Eles se revezaram para ficar com Rodriguinho, e Mieko, nossa babá, voltou ao trabalho depois que ficou claro que não tinha nada a ver com Micaela ou Breno. Eu sabia que ela também se preocupava muito com ele, e seu carinho era genuíno. Nunca deixávamos Rodriguinho sozinho, e aos poucos, ele parecia mais tranquilo.Naquela manhã, enquanto trocava Rodriguinho no quarto, vi Rodrigo sair do closet, vestido de terno e com uma expressão um pouco séria, embora ainda com o carinho habitual no olhar.— Preciso voltar para a empresa, resolver umas coisas. — ele disse, me lançando um olhar que parecia pedir compreensão. — Mas prometo que não vou demorar e volto logo, meu
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