RODRIGO NARRANDO:Assim que entrei no escritório, o ambiente familiar me envolveu. Para quem não conhecia, era apenas uma sala qualquer; somente quem era da família sabia que não era bem assim. Meu pai caminhou até a mesa de mogno, onde estava o telefone. Ele apertou dois botões discretamente, e em questão de segundos, uma estante enorme se moveu, revelando uma passagem secreta. Mesmo sabendo da existência dessa sala desde que era pequeno, ainda era fascinante. Um espaço de aço polido, confortável, com sofás de couro e uma parede inteira coberta por telas de câmeras e equipamentos de espionagem.— Rodrigo, por que esse Renato me cheira a rato? — minha mãe disparou, impaciente, sem rodeios.Ela cruzava os braços, com a postura tensa. Meu pai, do outro lado, já estava analisando algumas das telas, confirmando suspeitas.— Filho, nós já pesquisamos a placa do carro dele — meu pai começou, com a voz grave e sem emoção — está alugado em nome de uma empresa fantasma. E, mais importante, pe
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