DOMINIC THORNE Observei o rosto de Grace com fascinação. Foi uma verdadeira jornada de emoções: primeiro a confusão, as sobrancelhas franzidas tentando entender. Depois, o entendimento lento, as bochechas corando furiosamente. E, por fim, o choque absoluto, a boca abrindo num "O" perfeito. — As... as mãos? — ela gaguejou, com a voz falhando. — Dominic! Isso é... mas, e a sua reputação? Apertei mais a cintura dela, mantendo-a presa a mim, sentindo o coração dela bater descompassado contra o meu peito. — Se alguém chegar perto — expliquei, minha voz baixa e rouca, cheia de intenção — é muito mais fácil simplesmente você tirar a mão do que eu sair de dentro de você. Além disso... olhe ao redor. Girei com ela na água devagar. — A água está nos cobrindo até os ombros. Os "outros" estão a pelo menos uns trezentos metros, caminhando na areia seca. Ninguém pode ver o que acontece debaixo da superfície, Grace. — É loucura... — ela sussurrou, mas eu vi. Vi o brilho da aceit
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