O tempo passou como o vento sobre o mar — constante, invisível, e cheio de lembranças.Helena e Adrian viveram entre viagens, exposições e concertos.A música deles, que nasceu no farol de Akrotiri, cruzou fronteiras e corações.Mas nada os tocava tanto quanto voltar àquela casa branca na encosta, onde o mar batia e o passado sussurrava.Freya e Leo já haviam envelhecido, mas ainda caminhavam de mãos dadas pelas falésias.Zoe, a matriarca silenciosa, partira há alguns anos — deixando uma última carta para todos os Andreadis, onde dizia:> “O mar nunca se cansa de voltar, mesmo depois das tempestades.Que vocês também saibam voltar, uns aos outros.”Helena lia essa carta com frequência, como quem escuta uma canção antiga.E cada vez que lia, o coração dela batia no mesmo ritmo das ondas.Certa manhã, ela recebeu uma notícia que a fez parar por alguns minutos, o papel tremendo entre os dedos.O Museu da Luz queria celebrar os 50 anos da primeira exposição da família Andreadis — desde “O
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