Cap. 21Eu senti.Não era algo sutil. Era um impacto, um choque elétrico que percorreu minha espinha antes mesmo de ele cruzar a entrada. O vínculo não era um fio; era um cabo de aço, puxando, vibrando, anunciando sua chegada a cada célula do meu corpo.Meus pelos se arrepiaram. Tentei me controlar, mas era impossível distinguir onde terminava o medo e começava aquela atração visceral e maldita.Ele entrou.Não como um líder, mas como o predador que dono do território. Passos medidos, calmos. Ao seu lado, o Beta, seu braço direito e melhor amigo, meu pai, com o rosto sério e impenetrável. O Delta, o Gama. A hierarquia viva da alcateia marchando em uníssono.E então, de mãos dadas com ele, a mulher de quem eu só ouvira histórias.A Luna RoselyParei de respirar.Ela era… deslumbrante. Não de uma forma comum. Era uma obra de arte viva. Alta, esguia, com cabelos negros como um rio de ébano que fluía até sua cintura.A pele, pálida como a primeira geada, fazia seus olhos cor de mel, lumi
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