Hannah Bianchi O pouso do jato particular no hangar privativo em São Paulo foi suave, quase como se o mundo quisesse nos receber de volta com delicadeza. Mas, ao descer os degraus e sentir o ar brasileiro — uma mistura de umidade, asfalto quente e o perfume inconfundível daquela terra — percebi que a Hannah que saiu daqui algumas semanas atrás não existia mais. Eu não era mais a estrangeira, a secretária, a mulher que vivia na ponta dos pés. Eu estava voltando para casa como a Sra. Bianchi, como a mãe da Lana, como a mulher que tinha visto Seul ao lado do homem que eu amava e que, agora, carregava consigo a promessa de um futuro ainda maior.Lana, com seu ursinho coreano em uma mão e o hashi de lembrança na outra, desceu pulando, entusiasmada.— Papai! O vovô Vivi vem nos buscar? — ela perguntou, seus olhos brilhando.Levi, que vinha logo atrás, segurando minha mão com aquela firmeza possessiva que eu já tinha aprendido a identificar como seu "eu te amo" mais profundo, sorriu.— O vo
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