Hannah Santana Descemos para a área do pátio, onde a jabuticabeira ainda reinava soberana apesar da obra ao redor. Beatriz pediu ao mestre de obras que trouxesse café. Ela mesma serviu o Levi, lembrando-se (ou tendo pesquisado) que ele tomava café preto, sem açúcar.— Aqui está, Levi. Do jeito que você gosta, certo?Eu respirei fundo. Silvia, se estivesse aqui, já teria derrubado o café no colo daquela mulher "sem querer". Mas eu não era a Silvia. Eu era a Hannah que sobreviveu aos Albuquerque. Eu não fazia cenas; eu dava lições.Aproximei de Levi e passei a mão pelas costas dele, pousando na sua cintura, de forma possessiva e natural. Ele instantaneamente inclinou o corpo em minha direção, um movimento reflexo de quem reconhece o seu porto seguro.— Obrigada por cuidar do café do meu noivo, Beatriz — eu disse, com um sorriso que era puro açúcar e veneno. — Ele realmente precisa de energia. Temos muito o que planejar para o casamento hoje à noite. A data está chegando, não é, meu amo
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