POV Emília O beijo de Declan no jardim ainda queimava nos meus lábios, mas o gosto que permanecia era o da desolação. Quando os meninos voltaram correndo com os biscoitos, aproveitei a distração para me afastar. Declan ficou lá, sentado na manta xadrez, cercado pelas risadas de Thomas e Téo. Sob o sol de domingo, ele parecia o pai que sempre deveria ter sido, dedicando o dia inteiro a curtir os filhos, longe do terno riscado e da frieza corporativa da Quinn Global. Eu, no entanto, precisava de ar. Ou talvez de respostas. Caminhei de volta para a mansão. O silêncio dos corredores parecia sussurrar perguntas que ninguém ousava responder. Subi as escadas de carvalho e, em vez de ir para o meu quarto ou para a ala leste, meus pés me levaram para o final do corredor principal. Para a porta que, desde o primeiro dia em que pisei naquela casa, sempre estivera trancada. O quarto de Claire. A primeira esposa. A mãe dos meninos. A mulher que Declan amara antes que o sangue e a máfia trans
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