Dizem que relembrar é o mesmo que reviver...Na mansão, já passava das duas da manhã. Maya mal conseguia manter os olhos abertos. Seus lábios tremiam, a pele estava fria. Segurando firme a mão dela, Dadá suplicava:— Aguenta, menina, por favor...Mas Maya soltou a mão da senhora e, com os lábios pálidos, murmurou algo quase inaudível:— Eu não aguento mais...— Não! Pelo amor de Deus, não! — gritou Dadá em desespero.Nesse instante, a porta se abriu. O segurança entrou, encharcado pela chuva.— O médico chegou!Dadá correu até ele, a voz trêmula:— Rápido, doutor, faça alguma coisa!— Afastem-se — pediu o médico com firmeza, aproximando-se da cama. — Preciso examiná-la.— Ela soltou a minha mão... — chorava Dadá.— Fique calma, senhora. Ela ainda está viva, apenas desmaiou de exaustão.Maya recobrou os sentidos lentamente. Viu Dadá ao seu lado, segurando firme sua mão.— Menina, o doutor já está aqui. Vai ficar tudo bem.O médico, porém, estava sério. Virou-se para os seguranças:— El
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