Melissa, ao ver Dante naquela situação, sentiu um vazio dentro de si. Não conseguiu chorar. Não conseguiu se desesperar. Não conseguiu sequer organizar os próprios pensamentos. Até então, sempre o enxergara como seu protetor. O homem que, mesmo ferindo-a naquele acieente, também havia lhe devolvido a vida. Foi ele quem a socorreu, quem assumiu responsabilidades que não eram suas e quem passou a cuidar dela desde o acidente. Dante havia se tornado, de alguma forma, o seu porto seguro. Mas, ao vê-lo daquela maneira, tão vulnerável, tão perdido dentro dos próprios medos, Melissa sentiu algo desmoronar dentro dela. Foi tomada novamente pela sensação que tantas vezes a acompanhara ao longo da vida: a de estar sozinha. Sozinha para decidir, sozinha para seguir em frente. E, desta vez, com dois bebês no ventre. Levou as mãos à barriga e deixou uma lágrima escorrer. Na mesma hora lembrou-se das palavras de Eloá: "A gente chora para aliviar a dor. Mas quando entende que chegou a
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