Pov MirelaEu podia ver nitidamente que Elara estava triste. Não era algo que ela dissesse em voz alta, nem algo que admitisse para si mesma, mas eu conhecia aquele olhar baixo demais, atento demais a cada detalhe ao redor. Marcos havia dito que iria ao bar. Ela se arrumou, se preparou, escolheu a roupa com cuidado, ensaiou até o sorriso no espelho. E então os dias passaram. Um, dois, três. Seis dias inteiros. E ele não apareceu.Ela dizia que não se importava, negava com todas as forças quando eu tocava no assunto, mas bastava a porta do bar se abrir para tudo ficar claro. Todo cliente de roupa preta fazia o coração dela disparar. Ela se virava rápido demais, os olhos se enchiam de expectativa por um segundo curto e, logo depois, vinha a decepção silenciosa. Eu via. Fingir que não doía era parte da mentira.Além disso, eu conseguia perceber outra coisa. O cio da loba dela estava se aproximando. O cheiro de Elara tinha mudado, ficando mais denso, mais quente, mais c
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