42. Contando para Melissa
Naquele dia, o ar parecia mais leve entre eles — não porque os medos haviam desaparecido, mas porque, pela primeira vez, Felliph e Dianna decidiram parar de fingir que nada existia.Depois do café da manhã na varanda da cabana, as crianças correram para perto das árvores, inventando brincadeiras entre as folhas secas e os troncos finos. As risadas ecoavam pelo lago, trazendo uma sensação rara de normalidade. Dianna observava de longe, os braços cruzados, enquanto o vento mexia levemente seus cabelos. Felliph ficou ao lado dela por alguns segundos, em silêncio, até que Melissa se aproximou com aquele olhar atento que sempre parecia enxergar além das palavras.Ele respirou fundo.— Melissa… — começou, a voz mais baixa do que o habitual. — Podemos conversar?Ela arqueou uma sobrancelha, mas assentiu. Caminhou alguns passos à frente, afastando-se o suficiente para que as crianças não ouvissem.Felliph demorou um pouco para falar. Não era fácil para ele se abrir — nunca fora. Passou a mão
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