HELOÍSAEu não deveria ter vindo. Essa era a frase que não parava de bater na minha cabeça, num compasso descompassado, enquanto eu tentava parecer minimamente calma em meio ao caos que era meu peito. A música alta vibrava pelo salão do hotel, luzes coloridas cortando o ar, corpos dançando, risos, bebidas, gente bonita para todos os lados — um mundo completamente diferente do meu. E mesmo assim, o que realmente me deixava em pânico não era nada daquilo.Era eleRespirei fundo, disfarçando, desviando o rosto como se estivesse apenas admirando o teto trabalhado, mas era só uma tentativa desesperada de manter a compostura. Meu coração batia descompassado, quase doendo, tropeçando dentro de mim cada vez que, sem querer, meus olhos ameaçavam procurar Luiz Fernando no andar de cima.Droga. Por que eu estava assim?Levei o copo até os lábios, engolindo a bebida num gole meio trêmulo enquanto me virava de costas, antes que fizesse alguma besteira — como encarar meu próprio chefe por mais de
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