O amanhecer após a nossa noite de redescoberta trouxe uma leveza que eu não sentia há meses. Pela primeira vez, o espelho não refletia apenas uma sobrevivente, mas uma mulher que voltara a ocupar o próprio corpo. No entanto, a paz na cobertura era uma bolha frágil, e ela estourou por volta das dez da manhã.Eu estava no meu ateliê, analisando uma amostra de granilite, quando a porta se abriu abruptamente. Não era Alex, mas Marcus. Seu rosto, geralmente uma máscara de pedra, exibia uma tensão que fez meu estômago dar um solavanco.— Onde está o Alex? — perguntei, já me levantando.— No escritório, em conferência com a equipe de inteligência. Clara, aconteceu algo.Ele colocou sobre a minha mesa um p
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