A transição foi um processo lento, quase como a aclimatação de um mergulhador que retorna das profundezas do oceano para a superfície. O Instituto Prismas da Terra já não era mais um projeto de fuga; era um organismo vivo, uma utopia bioarquitetônica que pulsava com a energia de dezenas de crianças. Gabriel e Eliza sabiam que sua presença constante, embora confortadora, começava a se tornar um símbolo de um passado de guerra que as crianças precisavam superar. No alto de um mirante de quartzito, observando o vale onde a "Escola de Talentos" florescia, Gabriel entregou simbolicamente a chave digital do sistema de segurança a Rebeca e as diretrizes de defesa tática a Otávio. — A tecnologia agora serve à vida, Rebeca — disse Gabriel, sua voz carregada de uma serenidade que ele não sentia há anos. — E a força agora serve à paz, Otávio. O Instituto está nas mãos de quem ajudou a construí-lo pedra por pedra. Rebeca, cujos olhos agora brilhavam com uma mist
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