SOMBRAS QUE NÃO SE AFASTAMNaquele dia, ao buscar Rose na creche, senti que algo dentro de mim havia mudado, não era apenas a rotina de uma terapeuta; eu me tornara mais consciente, atenta a cada pequeno detalhe ao meu redor. Observava cada carro estacionado, especialmente um carro esportivo que, após ter sido vislumbrado anteriormente, aparecia à distância, mas ainda bem visível. —Essa não era uma sensação de paranoia; era um instinto aguçado, algo semelhante ao alerta de uma mãe que percebe, quase que intuitivamente, quando algo não está certo, mesmo antes de um evento inesperado acontecer.Os seguranças permaneciam próximos, vigilantes, como sentinelas que protegem um tesouro, enquanto o motorista observava atentamente, assegurando-se de que qualquer aproximação direta a Rose fosse desviada. Mesmo assim, mantive a vigilância.— Foi nesse momento, quando Rose correu em minha direção, envolvendo-me em um abraço alegre e inocente, que a realidade peso
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