O eco do grito final de Silas Vane ainda parecia vibrar nas paredes de gelo dos Alpes, mas para Claire Thorne, o som que prevalecia era o de sua própria respiração, calma e rítmica. Ela permanecia à beira do precipício, observando o nada para onde o "Santo da Amazônia" havia caído. Não havia triunfo em seu rosto, apenas o alívio pesado de quem termina uma tarefa exaustiva.Arthur aproximou-se, seus passos rangendo na neve fresca. Ele não disse nada por um longo tempo, apenas ficou ao lado dela, oferecendo sua presença como um porto seguro contra o vento cortante da montanha.— Ele escolheu o abismo — murmurou Arthur, finalmente. — Até o fim, ele preferiu a queda à rendição.— Ele nunca entendeu o que significa sobreviver, Arthur, é uma questão de poder — Claire respondeu, voltando-se para o comboio de carros pretos que aguardava na estrada. — Para Silas, a vida era um cálculo de ser o rei. Quando o seu poder sumiu, a vida deixou de ter sentido para ele. Ele não sabia com
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