O tempo passou mais rápido do que eu imaginava. Quando dei por mim, já estávamos no último trimestre, cercados por caixas, tintas suaves e uma ansiedade gostosa que tomava conta da casa. Preparar o quarto do nosso filho foi um capítulo à parte. Rafa se envolveu em cada detalhe como se estivesse montando o próprio coração fora do peito.Discutimos cores, móveis, pequenos enfeites… e, claro, o nome.Nenhum parecia forte o suficiente. Nenhum soava completo. Até que, numa noite silenciosa, sentados no chão do quarto ainda vazio, ele segurou minha mão e disse:— E se for Rael?O nome ecoou dentro de mim de um jeito diferente. Pesquisei, senti, repeti em voz baixa algumas vezes… Rael. Forte, curto, intenso. Descobrimos que significava “príncipe de Deus”, e naquele instante não houve mais dúvidas. Nosso menino tinha nome. Nosso príncipe tinha identidade.Agora, com nove meses completos, tudo está pronto. O quarto impecável, o berço montado, as roupinhas dobradas com um cuidado quase sagrado.
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