Não era uma espera longa.Ao menos não para mim, as enfermeiras se revezavam entre medições, testes e aqueles aparelhos que ninguém nunca sabe o que dizem.— Sua pressão está baixa. Vai se sentir melhor em breve.Já Daniel se tornou um poço de reclamações sem fim. Só soltava a minha mão para procurar alguma enfermeira.— Onde estão os médicos? Por que ninguém faz nada? Ela está pálida. Isso não é normal.— A médica está em atendimento. A sua esposa será a próxima.Ele parou de falar. Não por estar satisfeito, mas foi como se levasse um choque que o fez ficar feliz de repente. Voltou para perto de mim.— Você ouviu?— Sim, a médica vai me atender.— Isso. Mas aquela moça disse que você é minha mulher.— E não sou?Ele parou sorrindo, beijou minha mão e confirmou.— É. Você é a minha mulher. A única que eu quis desde o primeiro dia, senhora Carter.— Não vou trocar meu nome. Ainda serei Bittencourt.— Pode apostar que vai. Quero colocar o meu nome em cada papel que assinar, na sua pele.
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