VICTOR BALTIMOR.Mais tarde, quando o quarto finalmente ficou em silêncio depois da visita inesperada da minha família, permaneci olhando para a porta por alguns segundos, ainda absorvendo tudo o que havia acontecido.Minha mente continuava desperta demais. As memórias estavam todas ali agora, nítidas, organizadas, vivas dentro de mim.Cada rosto, momento, erro. Cada gesto de amor. E, no meio de tudo isso, havia um pensamento que não saía da minha cabeça.Melissa, minha filha. Quero ver minha pequena, estou sentindo uma saudade de meses da minha filha. Apenas pensar nela fez meu peito apertar de uma forma diferente, mais profunda, mais delicada e ao mesmo tempo quase dolorosa.Lembrar dela foi como sentir uma parte de mim voltar ao lugar. Seus olhinhos curiosos, o cheiro doce de bebê, seus risinhos de alegria, quando eu a pegava nos braços. O jeitinho como se aconchegava em mim.E pensar que no começo, eu nem chegava perto dela, pegá-la nos braços era fora de cogitação. A lembrança d
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