No instante em que o assistente estendeu a mão para tocar a campainha, um calafrio percorreu sua espinha. Pelo canto do olho, ele percebeu a presença imponente de Alessandro logo atrás dele. Com um sorriso sem jeito, o rapaz deu um passo lateral, cedendo o lugar de honra. — Presidente, por favor. Alessandro, no entanto, manteve o olhar fixo na porta, seus olhos escuros como um abismo intransponível. — Não é necessário — respondeu, gélido. — Pode tocar você mesmo. O assistente obedeceu, mas o silêncio do outro lado da porta foi a única resposta. Ele insistiu, tocando novamente, e a ansiedade começou a corroê-lo. Sendo Camila uma mulher que ele considerava "gentil e delicada", o temor de que ela tivesse cometido alguma loucura após tanta humilhação pública o assombrava. — Presidente — disse o assistente, com a voz carregada de urgência —, a senhorita Camila não atende. Será que aconteceu algo grave? Seu coração se apertava ao imaginar o sof
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