Mas a Taís era pesada demais, mesmo carregando nas costas, era um esforço enorme.Que garota sem noção. Havia tempos ele mandava que ela parasse de comer tanto. Menina bonita era leve, delicada, esguia, mas Taís nunca escutava. Comia por três, como se o mundo fosse acabar no dia seguinte.É verdade que, nos últimos dias, ela tinha emagrecido um pouco. Só que, perto do peso que sempre teve, aquilo não fazia diferença nenhuma.— Você vai ficar calado até quando? Fala alguma coisa! — Bruna explodiu, fora de si.Cristiano não respondeu. Nem uma palavra.Sem ter em quem descarregar a raiva, Bruna jogou tudo em cima dele, como se ele fosse obrigado a resolver a situação.Foi então que se lembrou do filho caçula.Ele tinha morrido ainda bebê, com apenas um ano, levado por uma febre alta.Desde então, Bruna passou a ter um pavor quase doentio de febre. E, ao ver Taís queimando daquele jeito, entrou em desespero.— Leva ela pro hospital. — Disse Cristiano, já irritado.— E como é que a gente va
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