Aquele olhar.Durou apenas um segundo, mas foi o suficiente para que um frio cortante subisse pela espinha de Taís.Ela sabia.Naquele instante, a implicância de Cristiano com ela já tinha ultrapassado todos os limites.Do outro lado da cidade, na Serra Estrela Negra, Isabela estava sentada à mesa, tomando sopa.A cozinheira também lhe preparara frutas assadas. Assim que ela voltou, Wallace e a empregada encarregada de seus cuidados disseram a mesma coisa: ao lado de Cristiano, ela tinha emagrecido demais.Desde a tarde, vinha praticamente fazendo isso, comendo.Sem pressa. Como se tentasse recuperar, garfada por garfada, tudo o que perdera.O celular permanecia sobre a mesa.Do outro lado da linha, a voz de Bruna explodia, descontrolada:— Quando você entrou na família Pereira, não tinha nada. Em todos esses anos, nem um filho deu a essa família. No Grupo Pereira? Zero contribuição. Com que direito você quer metade?Metade do que pertencia a Cristiano não era pouca coisa.Sendo franca
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