Abigail, durante a madrugada, saiu da cama com cuidado para não acordar o marido, que estava profundamente adormecido. Com passos furtivos, ela se dirigiu para fora e logo desceu as escadas que levavam ao porão, aquele lugar ao qual recorria poucas vezes e que agora visitava com mais frequência. Estar ali era se torturar mais uma vez, mas de alguma forma ela não conseguia parar de visitar esse local, um lugar que continha as lembranças do passado e, acima de tudo, a memória de Julieta.Lentamente, ela se aproximou de uma dessas caixas onde as coisas de Julieta permaneciam. Não havia apenas fotografias por toda parte, também havia roupas dela e...— Sabe de uma coisa? Sinto que você vai me enlouquecer, você não para de vir uma e outra vez à minha cabeça. Eu sei que o que aconteceu naquele dia vai me seguir pelo resto dos meus dias. Pare de me torturar!Abigail jogou o porta-retratos de volta para dentro da caixa com o resto do conteúdo e, frustrada, agarrou as laterais de sua cabeça, s
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