Então, um dia a tragédia chegou.Seu peito apertava e a ansiedade a invadia. O ataque de asma veio sem aviso prévio, e em sua mente havia apenas um pensamento: seu inalador.— Abigail! — ela gritou com desespero, sua voz entrecortada. — Eu preciso do meu inalador!Abigail, que estava na cozinha fervendo água, a ouviu, mas não se moveu de seu lugar. A fria indiferença dominava.No entanto, ela se dirigiu para onde estava a pobre mulher, em um quarto.— Julieta, você está bem? — ela quis saber, sem se mover, como se avaliasse a situação à distância.— Não! Não estou bem. Venha, por favor! — Julieta se esforçava para falar, sentindo que seu corpo lutava contra a falta de ar.No entanto, em vez de ajudá-la, ela ficou na porta do quarto, observando o sofrimento de Julieta com um olhar frio.— Talvez você devesse... tentar relaxar — sugeriu Abigail, sem pressa para ajudá-la.— O que você está fazendo? — Julieta levou as mãos ao peito, sentindo que o ar lhe escapava. — Me ajude, por favor! E
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